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Referência em transplante, Ophir Loyola alerta sobre a doença renal crônica

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“Vivendo bem com a doença renal” é o tema da campanha alusiva ao Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (11). A data foi criada pela Sociedade Internacional de Nefrologia e a Federação Internacional de Fundações do Rim para promover a conscientização e a educação sobre a doença renal crônica (DRC) e a capacidade do paciente de promover uma participação significativa no processo de tratamento e na rotina do dia a dia. 

s rins são os órgãos responsáveis pela filtração do sangue, pois eliminam as impurezas pela urina, regula a pressão arterial, produz hormônios, atua na formação e manutenção dos ossos. A doença renal crônica é caracterizada pela  alteração do ritmo de filtração dos rins e alteração morfológica que possam evoluir com comprometimento da função dos rins em meses ou anos. A enfermidade tem cinco estágios, do mais leve ao mais grave. No início, a doença não apresenta sintomas e pode ser tratada. Porém, existem fases mais avançadas em que a pessoa pode necessitar de diálise e até mesmo de um transplante.

De acordo com a  Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 850 milhões de pessoas são afetadas pela doença renal crônica no mundo. Estima-se que um em cada dez adultos brasileiros adultos sofre com algum tipo de comprometimento dos rins. Em Belém, o Hospital Ophir Loyola, referência em transplantes na região Norte, realizou 686 transplantes renais desde a inauguração do serviço em 1999 até fevereiro deste ano.

O procedimento garante mais qualidade de vida para quem perdeu a  função renal e necessita de uma máquina de hemodiálise para viver, a exemplo dos 250 pacientes em tratamento de diálise no hospital. O tempo e a frequência das sessões de diálise podem variar de acordo com a gravidade do comprometimento renal, podem ser indicadas sessões de 4 horas, 3 a 4 vezes por semana. 

A coordenadora do Centro de Suporte Renal, a nefrologista Silvia Cruz, explica que o tratamento é definido conforme a situação clínica de cada pessoa. “O tratamento conversador é direcionado ao paciente  que tem um estágio de comprometimento dos rins, no entanto não precisa de um tratamento específico. É indicado quando os rins filtram acima de 15 ml por minuto; quando filtram menos, fazemos a terapia renal substitutiva que são as hemodiálises ou a diálise peritoneal, realizada diretamente no abdômen, e o transplante renal”, explica.

Silvia Cruz também alerta para a importância da monitorização da saúde renal.  Segundo a especialista, todos têm necessidade de fazer a prevenção com hábitos saudáveis e realização de exames anuais da função renal. “Existem bebês que já nascem com doença renal por malformação do próprio rim e das vias urinárias. Já os adultos, principalmente, aqueles com alguma patologia como diabetes e hipertensão, que podem comprometer o órgão, ou que possuem familiares com diagnóstico de doença renal, também devem ser acompanhados com maior frequência”, adverte. 

O diagnóstico da DRC é feito através de exame de sangue, urina e imagens."Caso o indivíduo já esteja no hospital, exames realizados por outros problemas podem encontrar a doença. Se não está hospitalizado, mas apresenta manifestações de lesão renal, o médico irá perguntar sobre seus sintomas, quais medicamentos o paciente toma e quais exames fez, informações que podem ajudar a apontar a causa do problema renal”, explicou Silvia. Os principais sintomas e sinais de que há algo errado com o funcionamento dos rins são inchaço, aumento da pressão, anemia, cansaço extremo, déficit de crescimento em crianças.

A pedagoga Maria Luiza Costa, 64 anos, descobriu em 2017 a insuficiência renal crônica. Durante anos ela morou em Portugal e, em uma noite, começou a sentir dores fortes, febre alta e diarreia. O médico constatou que a ureia e a creatina estavam altas, realizou os procedimentos no hospital. Após a descoberta, ela conseguiu a documentação necessária de saúde para realizar as hemodiálises no país em que residia. “A hemodiálise não é o fim do mundo, ela nos dá uma qualidade de vida melhor, pois nos dá uma chance de sobrevivência, apesar do cansaço e esforços diários”, ressaltou. 

Há dois anos, Maria voltou para o Brasil e entrou na fila de espera para o transplante de rim. Em fevereiro de 2021, Maria foi chamada para realizar a cirurgia no Hospital Ophir Loyola. “Embora o transplante nos dê as melhores condições, precisamos ter muitos cuidados, como evitar o contato com as pessoas e animais, sempre ter a higienização das mãos e usar máscaras por causa das bactérias e do vírus da covid-19”, explicou a pedagoga. 

Para ela, não foi fácil o diagnóstico, sempre foi uma mulher que frequentava especialistas e cuidava da saúde. "A enfermidade chegou de repente, a convivência foi muito dolorida, mas pessoas queridas estiveram ao meu lado me dando forças para me manter firme e a cura chegar logo, apesar dos momentos de fraqueza também, sou humana e tenho meus sentimentos. Já quero volta para a minha casa e abraçar a família, mas estou bem e estou nos braços de outros 'familiares' aqui no hospital”, declarou.

Como prevenir a DRC?

Pratique exercícios físicos regulares;
Evite o excesso de sal, carne vermelha e gorduras;
Controle o peso corporal;
Controle a pressão arterial;
Controle o colesterol e a glicose;
Não fume;
Não abuse de bebida alcoólica;
Evite o uso de anti-inflamatórios não hormonais;
Tenha cuidado com quadros de desidratação;
Realize, uma vez por ano, exames laboratoriais para avaliar a saúde dos rins: dosagem de creatinina no sangue e análise de urina
Consulte regularmente seu clínico;
Não faça uso de medicamentos sem prescrição médica.

Texto: Viviane Nogueira - Ascom/HOL