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Ophir Loyola oferta atendimento psicossocial aos servidores

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A preocupação sempre esteve e estará presente durante a vida, o problema surge, quando se torna excessiva e constante, ocasionando estresse nos setores emocionais, interpessoais e laborais. Uma boa qualidade da saúde mental é essencial para o convívio saudável, permitindo que o indivíduo execute as habilidades em todos os âmbitos em plenitude.

Há 30 anos, o Hospital Ophir Loyola disponibiliza assistência psicossocial aos servidores, um canal de escuta especializada, acolhedora e humanizada, por meio de uma equipe multiprofissional, a fim de assegurar a qualidade de vida. Um setor específico foi criado em 2002 para atender estas demandas psicossociais relacionadas à psicologia organizacional e do trabalho, responsáveis por  administrar as necessidades organizacionais com as necessidades pessoais de cada indivíduo.

Foto: Ascom / Ophir LoyolaO serviço faz parte do Grupo de Trabalho de Assistência ao Servidor (GTAS) e dispõe de  dois psicólogos e dois assistentes sociais. O assistente social Luiz Bahia fala sobre os aspectos que levam o servidor a procurar o atendimento. Ele explica que o trabalhador não vive apenas na realidade do ofício, mas está inserido dentro de um contexto social, onde tudo  que vivencia pode ser fonte de saúde ou doença.

“Muitas  vezes, essas experiências nos colocam em situações de vulnerabilidade que refletem no ambiente laboral, como questões emocionais, ausências e acidentes de trabalho. Podem  interferir, ainda, no relacionamento dentro do hospital", avaliou.

A psicóloga Aline Guimarães explica que o acolhimento e a escuta desse servidor é realizado dentro de um protocolo de atendimento, no qual é observado a necessidade de um tempo maior de acompanhamento. “Caso constatada a necessidade, encaminhamos  aos serviços disponíveis no SUS ou rede privada”, informou a psicóloga.

As demandas são fundamentadas pelo trabalho, mas apresentam aspectos individuais e/ou  familiares, como é o caso da servidora A.G, que procurou o grupo de assistência quando percebeu uma perda de peso expressiva e rápida, e recebeu o apoio médico e psicológico necessário. "Fui diagnosticada com ansiedade e depressão, o problema psicológico estava afetando o meu corpo, perdi 12 quilos. Além dos remédios prescritos pelo médico, o apoio psicossocial me fez analisar várias questões referentes à minha vida. Isso me ajudou muito, principalmente em relação a algumas coisas que eu precisava mudar dentro de casa”, contou. 

Em março do ano passado, a pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe um novo panorama à frente de trabalho. O medo, a ansiedade e o estresse, ocasionados pela chegada do vírus Sars-CoV-2, contribuíram para o aumento no número de atendimentos. "O receio da contaminação e de levar a doença para casa sobrecarrega não só os nossos servidores, mas os de todos hospitais no mundo, levando a procura de apoio psicológico”, explica a psicóloga Francilene Silva. 

Neste contexto,  também é oferecida assistência psicossocial, ambulatorial, remota e presencial para servidores com suspeita, doentes, e pós-covid. “Existe uma necessidade do servidor de saúde ser escutado enquanto sujeito, paciente da pandemia e também dentro das práticas de trabalho, face a face com a nova realidade", ressalta Francilene.

O Grupo de Trabalho de Assistência ao Servidor é referência para outros hospitais e atende  servidores por demanda espontânea e encaminhamento interno, sempre buscando contribuir para a qualidade de vida  e aumentando a satisfação no ambiente de trabalho dos mesmos.

Texto: Lívia Soares- Ascom/HOL