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Ophir Loyola lança espaço lúdico para pacientes oncológicos

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Brasil
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O Hospital Ophir Loyola agora dispõe de um “Espaço Acolher”, para promover atividades artesanais, lúdicas e coral para pacientes e acompanhantes. Localizado no ambulatório da quimioterapia, o projeto proporciona um ambiente acolhedor e alegre, e realiza atividades que valorizem o aspecto psicossocial dos usuários, com base em experiências vivenciadas em outros hospitais do país.

A ideia é uma alternativa para quebrar a rotina hospitalar e aumentar a interação entre os usuários e equipe. A estratégia de enfrentamento à doença promove uma mudança no ambiente terapêutico, tornando-o mais alegre, descontraído e humanizado, favorecendo uma melhor adesão ao tratamento.

Manoel Junior, 38 anos, vem do município de Tucuruí para fazer tratamento no Ophir Loyola contra um linfoma, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, e aproveitou para ter um momento de distração no Espaço acolher. “ A viagem é longa e estressante e ainda tem os efeitos colaterais que deixam a gente um pouco fragilizado. Ao invés de ficar vendo TV na sala de espera, prefiro vir aqui produzir e interagir com os demais. Isso me deixa mais descontraído e relaxado”, afirmou.

Uma das idealizadoras do Espaço Acolher, a administradora do Serviço de Quimioterapia, Soraya Klautau, explica que os enfermos passam muitas horas dentro do ambiente hospitalar, portanto houve a necessidade de amenizar os sentimentos negativos do período dentro da unidade de saúde.

"Acreditamos que esse cuidado é um recurso para melhorar o tempo do paciente dentro do hospital, além de ser um agente motivador. Este espaço pretende também identificar as necessidades dos enfermos e familiares, para que possamos prestar atendimento em sua integralidade" - Soraya Klautau, administradora do Serviço de Quimioterapia.

Nesta semana, serão ensinadas algumas técnicas de decoupage, que consiste na arte de decorar um objeto colando recortes de papel colorido, em combinação com outros elementos decorativos, como vidro, metal e sabonete. “Muitos pacientes são de baixa renda, então as oficinas de artesanato podem ser uma forma de gerar algum lucro para eles. Nós vamos propor atividades que vão interferir de forma positiva em todos os aspectos, principalmente os culturais, emocionais e econômicos", disse a pedagoga Zoê Cotta, recreadora do espaço.

A cabeleireira Márcia Marques, 58 anos, veio ao hospital para acompanhar o marido que trata um câncer de colón. Quando recebeu a notícia que haveria uma oficina de artesanato, logo se encaminhou para a sala do projeto.

"Quando ele foi diagnosticado, fiquei muito nervosa, tive que iniciar um tratamento para combater a ansiedade. Além disso, viver a realidade da doença não é fácil! A oficina está me ajudando a ocupar a mente e não fico pensando coisas negativas. Quem puder vir, venha, é maravilhoso! Agora vou tentar trazer ele para fazer também", disse.

Por Lívia Soares