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Ophir Loyola estabelece fluxo de atendimento do paciente sintomático respiratório

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Brasil
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A gestão do Hospital Ophir Loyola aprovou a proposta da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) que estabeleceu o fluxo de atendimento do sintomático respiratório. A medida atende a necessidade de garantir a segurança dos usuários e servidores, em conformidade com as determinações do Ministério da Saúde. 

Uma das principais resoluções é a setorização, ou seja, uma divisão física da área que atenderá os pacientes do HOL suspeitos ou confirmados com a Covid-19. A partir desta terça-feira (24), ocorreu a separação de entradas para servidores e usuários com triagem durante o acesso ao hospital. O objetivo é evitar a circulação simultânea de usuários sintomáticos respiratórios ou que mantiveram contato com estes nos mesmos setores que os usuários que apresentam outras patologias.

Estabeleceu-se que os servidores entrarão pela entrada principal, localizada pela Avenida Magalhães Barata, onde é realizada a checagem da temperatura. “Os profissionais sintomáticos ou que mantiveram contato com doentes receberão orientações para manterem o isolamento domiciliar. Eles deverão comunicar à chefia imediata por meios virtuais e assinarão um termo de responsabilidade de isolamento”, explica a infectologista Ilce Menezes que coordena a CCIH do hospital.

Todos os pacientes e acompanhantes entrarão pela Travessa 14 de abril, onde serão submetidos à triagem mediante a verificação de sintomas como febre, manchas no corpo, tosse, dor na garganta, falta de ar. Caso o paciente apresente dois ou mais desses sintomas, será encaminhado à Unidade de Atendimento Imediato - UAI. 

Aqueles que não se enquadram nesse perfil serão encaminhados ao ambulatório. Além da triagem de sintomas, serão realizadas a avaliação da situação vacinal (tríplice viral e influenza H1N1) e orientações para os usuários sobre as medidas de prevenção quanto ao novo coronavírus. 

“O paciente sintomático será atendido por médico de triagem de risco, definindo se o mesmo poderá receber alta e ficar em isolamento domiciliar ou terá necessidade de ficar internado”, informa a infectologista.

Na hipótese de suspeita, paciente e acompanhante receberão máscara cirúrgica e serão encaminhados à área de isolamento de sintomáticos respiratórios em precauções de gotículas/aerossol e contato, onde será feita avaliação médica. 

O uso de Equipamentos de Proteção individual (EPIs) foi definido de acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde para cada profissional conforme a situação de exposição. “Para a realização de alguns procedimentos específicos, serão utilizados gorro, luvas, capote impermeável, máscara N95 e óculos, entre outros”, afirma a coordenadora da CCIH. 

Segundo a médica, os casos moderados ou graves, que evoluam com Síndrome  Respiratória Aguda Grave (SRAG), deverão ser notificados como caso suspeito e serão acionadas as autoridades competentes. “A equipe assistencial procederá a coleta da amostra de swab de naso e orofaringe ou aspirado traqueal em casos suspeitos graves. O material coletado deverá ser cadastrado no sistema GAL do laboratório do HOL para que a amostra seja levada ao Laboratório Central do Pará (Lacen) para a definição”, destaca.

Internação - Em caso de internação, o usuário suspeito da Covid-19 será transportado para o 5º andar, reservado para atender somente os usuários com esse perfil. Durante o transporte, foram estabelecidas as medidas de segurança que deverão ser cumpridas  pelo enfermo, acompanhante e maqueiro. Os profissionais que assistirão esses perfis também usarão os devidos equipamentos de segurança.

Em caso da necessidade de suporte de terapia intensiva, o paciente sintomático respiratório deverá ser encaminhado ao CTI 1 que será reservado, exclusivamente, para este tipo assistência, e permanecer em quarto privativo com os equipamentos de segurança e precauções estabelecidos.

“Elaboramos um cronograma de treinamento das equipes dos setores que vão receber este tipo de usuário. Também faremos um trabalho com divulgação de material informativo sobre as precauções que devem ser tomadas por cada servidor quando precisar entrar em contato com o paciente.

 

Por Leila Cruz