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Ophir Loyola alerta homens sobre o risco de câncer

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Brasil
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O câncer é umas das doenças não transmissíveis que mais causam adoecimento e óbitos na população mundial. As mudanças e perdas em diversas áreas da vida do paciente tornam a enfermidade um tabu para a sociedade, que deve ser combatido com informação acerca da prevenção e do diagnóstico precoce. Hoje (27), quando é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer, no mês conhecido como Novembro Azul, o Centro de Alta Complexidade em Oncologia Ophir Loyola realizou programação para alertar sobre os principais tipos de câncer que afetam a população masculina, principalmente o câncer de próstata.

Um dos propósitos do Novembro Azul é o de promover ações para o esclarecimento sobre a neoplasia maligna de próstata, principalmente quanto aos riscos e benefícios que envolvem o rastreamento. O especialista Ricardo Tuma, chefe do Serviço de Urologia do Ophir Loyola alerta que em fase inicial da doença, muitos pacientes não apresentam sintomas e quando apresentam são confundidos com o crescimento benigno da próstata. “A maioria desses tumores cresce de forma lenta, um centímetro a cada 15 anos, sem ameaças à saúde, então é essencial passar por consultas periódicas com o especialista”, afirmou.

Ricardo Tuma explica que a próstata é uma glândula localizada na saída da bexiga, envolvendo o canal de saída da urina chamado de uretra e tem a função de proteger a uretra contra infecções, produzir substâncias que vão fazer parte da composição do esperma e transformar o hormônio masculino testosterona. “O toque retal e o teste do Antígeno Prostático Específico (PSA) devem ser feitos em todo homem a partir dos 45 anos. Caso haja histórico na família é recomendável fazer os exames preventivos a partir dos 35 anos. Para a prevenção da doença é importante manter uma alimentação saudável, o peso corporal adequado, a prática de exercícios físicos e evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcóolicas.”

No Pará, são estimados 9.260 casos novos de câncer para o biênio 2018/2019, segundo a Incidência do Câncer no Brasil do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O documento considera sexo, a localização primária e as taxas brutas de incidência para cada 100 mil habitantes, e aponta que do total esperado, 4.540 ocorrerão em homens paraenses. Os mais prevalentes serão os cânceres de próstata (1.060 casos novos), estômago (520 casos), traqueia, brônquio e pulmão (320 casos), cólon e reto (190 casos) e leucemias (160 casos).

Segundo dados do Integrador dos Registros Hospitalares de Câncer - RHC do Estado do Pará, no período de 2009 a 2016 foram diagnosticados e tratados 6.586 casos de câncer no sexo masculino, sendo os mais frequentes os cânceres de próstata (1.531), desse total a maioria (326 casos) acometeu homens com idade de 65 a 69 anos; estômago (1.056) e pulmão (1.056). De 2010 a 2017, a neoplasia maligna de próstata causou a morte de 2.501 homens.

Mário Sarges, 52 anos, é morador do município de Abaetetuba. Há quatro anos resolveu fazer um teste de PSA por conta própria e mesmo informado pelo médico sobre uma elevada alteração no exame, não deu importância. Após dois anos fez novamente o teste que estava ainda mais elevado e resolveu vir para capital em busca de atendimento.“Eu não sentia nada, então não liguei para o resultado. Somente depois com ajuda da minha irmã consegui uma consulta num posto de saúde do Guamá, onde foram solicitados mais alguns exames e de lá fui referenciado para o Ophir Loyola com um câncer muito avançado na próstata. Hoje sinto o arrependimento de não ter atentado para a minha saúde e faço um alerta aos homens, nãos somos de ferro. Deixem o machismo de lado e cuidem-se mais”, disse Mário que está internado para a realização da cirurgia.

Cadastro – A chefe do Serviço Social do Ophir Loyola, Lucilene Assunção, explica que em relação ao câncer de próstata, o homem deverá ser referenciado pela Unidade Básica de Saúde para o HOL, geralmente com a biópsia ou PSA elevado sugestivo para câncer. Os residentes do município de Belém têm a consulta agendada pelo Departamento de Regulação da Sesma e os oriundos de outros municípios devem ser agendados pela Secretaria Municipal de Saúde do munícipio de origem através do Sistema Nacional de Regulação do SUS (Sisreg), acessado online. 

Na primeira consulta no Cacon, o especialista fará a avaliação dos exames, caso necessário solicitará novos exames para detectar a fase de tumoração (estadiamento). “Geralmente, dependendo do estado clínico do paciente, o especialista solicitará a cirurgia, encaminhará para radioterapia ou quimioterapia”, explica a assistente social. 

Após a consulta, se confirmado a referência, o paciente é cadastrado e recebe uma “carteirinha branca”- documento de garantia de direitos na assistência como o acesso a Unidade de Atendimento Imediato, durante intercorrências provenientes do câncer entre outros. Também é emitida uma guia médica para que o paciente agende o retorno e exames dentro do próprio ambulatório do hospital. Ele é recebido pelo serviço social que passas as orientações sobre a assistência e direitos do paciente oncológico. Em seguida o usuário é recebido pelo Serviço de Psicologia.

A ação de saúde ofertou serviços de orientação sobre fluxo de atendimento, prevenção, diagnóstico, alimentação saudável, avaliação de massa corpórea (IMC), rastreamento de pressão arterial, teste de glicemia, cuidados com a voz e a distribuição de panfletos educativos sobre diversos tipos de câncer....

Por Leila Cruz