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Hospital Ophir Loyola orienta sobre prevenção e combate ao câncer bucal

Unidade hospitalar, referência no tratamento do câncer na Região Norte, destaca a importância do diagnóstico precoce e acesso a tratamentos

Instituída em 2015, por meio da lei nº 13.230, a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal tem por objetivo estimular ações preventivas e campanhas educativas relacionadas às neoplasias malignas bucais. Referência no tratamento do câncer no Norte do Brasil, o Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém, destaca a importância do alerta à população quanto ao diagnóstico precoce e os tratamentos existentes.

O câncer bucal é um tumor maligno que aparece em forma de feridas e afeta as estruturas da cavidade bucal, como os lábios, gengivas, bochechas, palato (céu da boca), língua e região abaixo da língua. É mais comum em homens acima dos 40 anos, sendo o quarto tumor mais frequente no sexo masculino.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que o Brasil tenha mais de 15 mil novos casos de câncer de boca ao longo de 2022. Isso porque este tipo de neoplasia está entre os mais incidentes no país e, embora haja estratégias para prevenção e diagnóstico precoce, a maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados, como explica a cirurgiã dentista do HOL, Karla Salame.

“Muitas pessoas evitam ir ao dentista e não sabem que, a partir deste atendimento, é possível descobrir um câncer de boca. Por isso, é importante o acompanhamento periódico com um profissional. A visita odontológica está além de uma obturação ou de uma limpeza dental. Muitas vezes, é a partir deste atendimento que o diagnóstico acontece, feito por meio de exame clínico pelo cirurgião dentista, que realiza a remoção da lesão e encaminha para biópsia, possibilitando maiores chances de cura para o paciente”, ressaltou a cirurgiã.

Nos casos mais avançados, o paciente pode apresentar dificuldade para mastigar, engolir, assim como limitações na fala e sensação de que há algo preso na garganta. Ainda que o diagnóstico realizado pelo dentista ocorra, exige-se a avaliação de um oncologista especialista em cabeça e pescoço.

“Em alguns casos quando a lesão é inicial e pequena, nós conseguimos removê-la. No entanto, encaminhamos diretamente para o médico especialista em câncer de cabeça e pescoço para orientar melhor o paciente quanto ao tratamento”, acrescentou.

O tratamento é cirúrgico, tanto para lesões menores, com procedimentos mais simples, como para tumores maiores. “A cirurgia consiste na retirada da área afetada pelo tumor, associada à remoção dos linfonodos do pescoço, feita pelo médico. Quando ocorre perda de alguma estrutura, como o palato, o restauro é feito pelo cirurgião bucomaxilofacial. Uma equipe multiprofissional é encarregada pelo tratamento do paciente, que ainda pode ser submetido à radio e quimioterapia”, explicou Karla Salame.

A especialista explica ainda que o câncer bucal pode evoluir de forma silenciosa e indolor. Com isso, a atenção para a região da boca deve ser dobrada. “Ao perceber qualquer sinal diferente na boca, o indicado é buscar orientação profissional. Assim como existe o incentivo do toque para casos de câncer de mama, o autoexame da boca também deve ser incentivado para o diagnóstico precoce da neoplasia maligna bucal”, destaca a cirurgiã dentista.

A prevenção é feita por meio de hábitos saudáveis, como não fumar; não consumir bebidas alcoólicas em excesso; proteger os lábios da exposição solar; e utilizar preservativo durante sexo oral. É importante ainda manter uma dieta rica em alimentos saudáveis e ter boa higiene bucal, com troca trimestral da escova de dentes, utilizar creme, fio dental, enxaguante bucal com flúor e visitar o dentista a cada seis meses.

 

Texto: Viviane Nogueira - Ascom Hospital Ophir Loyola