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Hospital Ophir Loyola alerta que linfomas têm sintomas semelhantes a outras doenças

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Os cânceres do sistema linfático geralmente aprecem na região do pescoço e tórax. Diagnóstico e tratamento em fase inicial são essenciais.

“Comecei a sentir fraqueza, fiquei muito magro e não conseguia comer. De repente, apareceu uma suadeira de noite. Minha esposa ficou muito preocupada. Foi quando procuramos ajuda e fui diagnosticado”, relatou o agricultor Francisco Araújo, 57 anos, morador de Itupiranga, município do sudeste paraense, que está no último ano de acompanhamento contra um linfoma não-Hodgkin, no lado esquerdo do estômago.

Apesar dos momentos de aflição quando apresentou os primeiros sintomas, já são quatro anos sem alterações nos exames realizados no Hospital Ophir Loyola (HOL), referência no tratamento oncológico no Pará. "Ano que vem espero receber minha alta definitiva", disse Francisco, que segue confiante graças a um diagnóstico precoce.

No próximo dia 15 de setembro (terça-feira) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas. A data tem o objetivo de orientar a população sobre a importância da identificação precoce dos sintomas da doença e do tratamento em fase inicial. Atualmente, o HOL atende 221 pacientes com este tipo de câncer. Em 2020, até o mês de julho, foram registrados 83 novos casos.

É preciso compreender que o sistema linfático atua em conjunto com o sistema circulatório, e é um importante componente do sistema imunológico. Tem a missão de coletar as impurezas da circulação e manter nossas defesas em constante atenção, sendo composto por órgãos, vasos, tecidos linfáticos e linfonodos (gânglios linfáticos), que produzem e transportam os glóbulos brancos - células que combatem as infecções.

Linfomas: definição - Entende-se por linfomas vários cânceres das células do sangue, caracterizados pelo crescimento desordenado de um linfócito (glóbulo branco), prejudicando várias partes do corpo. Os linfomas podem ser divididos em dois grupos: de Hodgkin e não-Hodgkin, e são definidos a partir da maneira como se comportam.

O linfoma de Hodgkin se espalha de forma ordenada pelos vasos linfáticos, de um grupo de linfonodos para outro, e possui a presença de células grandes e de fácil identificação no linfonodo acometido, conhecidas como células de Reed-Sternberg. Ocorre em qualquer idade, sendo mais comum em jovens na faixa etária de 15 a 40 anos. Geralmente, aparece na região do pescoço ou tórax, no local chamado mediastino, podendo atingir outras partes do corpo.
 
O linfoma não-Hodgkin não apresenta uma característica celular definida. Compreende mais de 20 tipos de linfomas e é determinado pelo tipo de linfócito afetado. A evolução clínica dos pacientes com este tipo da doença tende a ser mais agressiva e muito menos previsível do que no linfoma de Hodgkin.
 
Os sintomas mais comuns em pessoas com linfoma são o aparecimento de ínguas, cansaço, perda de peso sem motivo aparente, febre não muito alta e sudorese noturna. "Nem sempre as ínguas significam linfoma. Infecções também podem causar o aparecimento, formando o inchaço. Nesse caso, elas desaparecem assim que a infecção diminui. Os sintomas se confundem com os de outras doenças, por isso é importante consultar um médico", explicou Thiago Xavier, médico hematologista do Hospital Ophir Loyola.
 
Vida saudável - Não há uma causa definida para o aparecimento dos linfomas. Segundo o especialista, o comprometimento do sistema imunológico e alguns vírus estão associados, como o da hepatite C e HIV. "Para esses indivíduos não há uma recomendação específica, apenas que sigam o tratamento conforme orientação médica. Além disso, um estilo de vida saudável está associado a menor frequência de todos os tipos de câncer, incluindo o linfoma", enfatiza Thiago Xavier.
 
Vários tipos de linfomas têm bom prognóstico e boa resposta ao tratamento, com alta probabilidade de cura. Mas é imprescindível o diagnóstico nas fases iniciais. Segundo o hematologista, o avanço da medicina permite tratamentos altamente eficazes para uma gama de linfomas, conseguindo curá-los ou controlá-los.
 
O Hospital Ophir Loyola, por ser um Centro de Referência em Tratamento Oncológico, possui um ambulatório específico para linfomas. O serviço funciona todos os dias, com médicos especialistas que direcionam a melhor terapia para o tratamento, geralmente a quimioterapia. Porém, novas drogas revolucionaram o combate ao câncer, principalmente o tratamento dos linfomas.
 
"Não usamos apenas os medicamentos que agridem o nosso organismo e causam muitos efeitos colaterais, os chamados quimioterápicos. Incorporamos novos medicamentos inteligentes, que atacam apenas a célula doente e conseguem destruir o linfoma. Além disso, o transplante de medula óssea é também uma alternativa a ser avaliada, conforme a necessidade do paciente", informou o hematologista.
 
Por Lívia Soares