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Pacientes do Ophir Loyola se recuperam da Covid-19

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Brasil
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O transplantando renal, Emano GIl, 41 anos, chegou ao hospital Ophir Loyola com um quadro clínico de Covid-19 considerado grave e de difícil reversão. Com a saturação de oxigênio de 51%, ele recebeu os primeiros socorros na Unidade de Atendimento Imediato, onde são atendidas as urgências e emergências de pacientes oncológicos e renais e que, devido à pandemia, teve a estrutura dividida em “oncológicos” e “ covid-19”.

Após receber os cuidados necessários, Emano foi transferido para a clínica de internação exclusiva para atender pacientes com esse perfil. “Eu cheguei muito mal, queria respirar e não conseguia, isso é desesperador.  Agradeço ao corpo clínico por toda dedicação, por salvar a minha vida. É uma doença muito séria, peço que as pessoas tenham mais cautela e respeitem o isolamento social. O vírus tira o nosso fôlego de vida, por isso eu me considero um vitorioso”, relata.

Os pacientes oncológicos e renais fazem parte do grupo de risco e pode desenvolver a forma mais grave dos sintomas do novo coronavírus. Foi pensando nessa realidade que o Hospital Ophir Loyola elaborou um Plano de Resposta Hospitalar, por meio da consultoria do Projeto Lean nas Emergências do Ministério da Saúde e do Projeto Todos pela Saúde do Banco Itaú, ambos sob a tutoria do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.  O objetivo é reduzir os efeitos da pandemia na unidade de saúde.

 

Uma das principais medidas consiste na separação do fluxo de atendimento para que os pacientes sintomáticos respiratórios não circulem nos mesmos setores que os usuários assintomáticos. Todos os pacientes e acompanhantes são submetidos à triagem mediante a verificação de sintomas, como febre, manchas no corpo, tosse, dor na garganta e falta de ar.

Caso o paciente apresente dois ou mais sintomas será encaminhado à Unidade de Atendimento Imediato. A enfermeira Samanta Miranda, coordenadora do Projeto Lean nas Emergências no HOL, explica que logo ao chegar para o atendimento, o paciente recebe a classificação pelo Serviço de Acolhimento e Classificação de Risco (Sacri). 

“A enfermagem segue o protocolo estabelecido pela Comissão de Controle à Infecção Hospitalar (CCIH) do HOL, baseado nas orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde. Assim determina se o paciente deverá receber atendimento por intercorrências meramente oncológicas ou se há uma suspeita de coronavírus para que seja direcionado ao ambiente em conformidade com sintomatologia apresentada", detalha Samanta.

O paciente sintomático respiratório é atendido por médico do consultório Covid-19, definindo se o mesmo poderá receber alta e ficar em isolamento domiciliar ou terá necessidade de ficar internado.  Em caso de internação, o usuário suspeito da Covid-19 será transportado para o 5º e 6º andar, totalizando 31 leitos de enfermaria reservados para atender somente os usuários com esse perfil, pacientes foram internados com a doença viral no hospital.

Leonice Cardoso, 53, precisava ser assistida por uma intercorrência do câncer de colo de útero e, após apresentar cansaço, foi submetida a exames. A tomografia constatou que todo o pulmão estava comprometido. Ela precisou ficar internada durante sete dias.  O filho Alex, 31 anos, nem imaginava que a mãe estivesse infectada pelo novo coronavírus.

“Eu só acreditei porque aconteceu com alguém próximo. Daí caiu a ficha e tive a noção do quanto é grave, a pneumonia é severa, não brinquem com isso. Hoje minha mãe está recuperada ao lado dos filhos graças à dedicação dos profissionais do hospital, foram muito atenciosos”, comemora.

Por Leila Cruz