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Ophir Loyola promove sessão de autógrafos de livro escrito por paciente do Hospital

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O Hospital Ophir Loyola (HOL) recebeu, nesta terça-feira (10), o evento de divulgação do livro “Minha História” de Jerllyson de Oliveira. A obra, em formato de quadrinhos, narra a trajetória de luta do autor de apenas 15 anos contra a leucemia, iniciada no HOL quando ele tinha apenas oito anos de idade e atualmente no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo. Inspirador, o livro motiva adultos e crianças acometidos por câncer a não se intimidarem com a doença.

Após um longo percurso do Maranhão até à cidade de Tailândia no Pará, Jerllyson chegou ao Ophir Loyola, em Belém, muito debilitado. Passou 30 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva. E, no ambiente hospitalar, ainda na primeira consulta, conheceu Cleide Louzada, que acompanhava a filha Eduarda, seis anos, em tratamento contra uma forma mais branda de leucemia. Mal ele sabia que, juntamente com aquelas pessoas, formaria uma família.

Os quadrinhos trazem a angústia ocasionada pelos efeitos colaterais da quimioterapia, as recidivas do câncer, os momentos de fé e o enfrentamento da doença e muita união entre eles.

“Sempre tive o desejo de contar a minha história e ajudar outras crianças com câncer. Pensei em tudo que passei na tentativa de incentivar outras pessoas a terem forças para superar as dificuldades inerentes ao adoecimento”, disse Jerllyson.

“Meu filho sempre falava que um dia iria escrever um livro e resolveu fazer isso no dia do aniversário dele, foi uma grata surpresa. Procurei a equipe do HOIOL, porque não poderia deixar algo tão bonito ir parar numa gaveta”, afirmou Cleudilene, considerada “mãe do coração” por Jerllyson.

Em fevereiro deste ano, o livro foi lançado oficialmente na livraria Saraiva e segue em fase de divulgação. O hospital Ophir Loyola foi um dos lugares escolhidos, afinal foi onde o autor passou boa parte desta jornada. A programação reuniu gestores de ambas instituições, a promotora de justiça Suely Catete e servidores durante uma sessão de autógrafos.

“As pessoas precisam saber que o câncer não é só dor, a partir do momento que você começa a enfrentá-lo, vê histórias de superação. Sou muito grata por tudo que vivenciei aqui. Cada um chega com uma dor e com o acolhimento proporcionado pelo hospital, temos esperança. Ele já teve três recidivas, é exemplo de superação para mim”, afirma Cleudilene.

Zoe Conceição, era pedagoga da Classe Hospitalar Prosseguir que surgiu dentro do Ophir Loyola com a finalidade de garantir a continuidade do processo ensino-aprendizagem, o direto à educação e a reintegração de crianças adolescentes em tratamento oncológico ao grupo escolar. Agora o projeto integra a rede de educação púbica estadual. À época, a educadora mantinha um contato assíduo com o garoto e diz estar orgulhosa do mesmo.

“Acompanhamos o Jerllyson na brinquedoteca e na classe hospitalar, foi alfabetizado aqui, praticamente, estou muito feliz por vê-lo bem e enunciando a história de vida dele. É um incentivo para outros pacientes que estão passando pela mesma situação. Não tem como não se emocionar por ver isso acontecer”, relatou.

Fada Madrinha

A realização do sonho do menino foi possível devido ao Projeto Fada Madrinha, criado pelo Hospital Oncológico Infantil para viabilizar a realização de desejos dos pacientes em tratamento, independente do estágio da doença. Muitos voluntários ajudaram na concretização, tais como cartunista, gráfica, livrarias e demais parceiros.

“O projeto iniciou em 2019 porque recebíamos muitos desejos das crianças, a vontade do Jerllyson foi mais um e começamos a nos mobilizar em prol do livro. Os exemplares são todos doados, em média, foram entregues mais de 500 unidades”, informou Viviane Lesses, Gerente de Qualidade do HOIOL.

Por Leila Cruz