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'Ophir Loyola' incentiva doação de órgãos e tecidos em ciclo de palestras

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Brasil
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A legislação brasileira determina que a doação de órgãos e tecidos deve ser autorizada pela família do doador falecido, e essa decisão deve ser tomada no momento da perda de um ente querido. Um único doador pode salvar muitas vidas. Porém, em 2018, 66% das famílias abordadas se negaram a fazer a doação no Pará, segundo informações do Ministério da Saúde.
 
O desconhecimento da importância desse gesto de solidariedade reduz a esperança de quem está na fila de espera dos transplantes. Por esse motivo, o hospital público estadual Ophir Loyola (HOL), que realiza transplantes de rim e córnea e faz a captação de múltiplos órgãos, aderiu à campanha Setembro Verde. E para alertar sobre a importância dessa medida para salvar vidas, promoveu nesta quarta-feira (25) mais um ciclo de palestras de orientação, alusivo ao Dia Nacional de Doação de Órgãos - 27 de Setembro.
 
Jair Graim, coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott), explicou que “a maioria dos pacientes do Hospital tem contraindicação à doação de órgãos por ter problemas oncológicos”, portanto o HOL depende da doação via Central Estadual de Transplantes (CET).  Ainda segundo ele, no que diz respeito à doação de córneas (tecidos), a Cihdott faz um trabalho com o Banco de Tecido Ocular para sensibilizar os familiares.
 
Atualmente, cerca de mil pacientes precisam de um transplante de córnea no Pará. A retirada dos tecidos pode ocorrer até 6 horas após o óbito. Excetuando-se os critérios específicos de exclusão, como pacientes portadores de HIV e dos vírus das hepatites B e C, qualquer pessoa, na faixa etária entre 2 e 70 anos de idade, pode ser doadora.
 
Empecilhos - Porém, a não autorização pelas famílias também é um empecilho para quem aguarda na fila de espera. Os motivos da recusa são diversos, como crenças religiosas, desconhecimento da vontade do falecido, discordância entre familiares, demora na liberação do corpo ou receio de deformidade. No entanto, a retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra, e o doador poderá ser velado normalmente. Segundo a Central Estadual de Transplantes, os principais entraves são a falta de informação e o medo do diagnóstico da morte encefálica.
 
“A informação ainda precisa chegar à população, e o diagnóstico de morte encefálica no Brasil é o mais conservador do mundo. É um diagnóstico seguro, realizado por, no mínimo, dois médicos capacitados. A doação não ocorre se o diagnóstico da morte encefálica não estiver de acordo com a lei”, ressaltou Ierecê Carvalho, coordenadora da CET.Foto: Ascom / Ophir Loyola
A coordenadora Ierecê Carvalho reiterou a seriedade do diagnóstico de morte encefálica
Foto: Ascom / Ophir Loyola
 
Nesse sentido, técnicos da Central Estadual de Transplantes atuam constantemente em hospitais que mantêm Cihdott’s, primordiais na abordagem às famílias. Para ser doador de órgãos é simples: basta avisar a família. Quando os familiares não têm conhecimento desse desejo, fica difícil tomar uma decisão no momento de perda.
 
Corrida - Em continuidade à campanha Setembro Verde, o HOL inscreve até 25 de outubro para a “I Corrida Pela Vida – Incentivo à Doação de Órgãos”. Com um percurso de aproximadamente 8 km, a corrida ocorrerá no dia 27 de outubro, com largada e chegada no Parque Estadual do Utinga.
 
As inscrições online estão disponíveis no site www.chipbelem.com.br. Já as presenciais são realizadas de segunda a sexta-feira, das 7 às 13 h, na Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do HOL, localizada na Avenida Magalhães Barata, nº 992, bairro São Brás. O valor da inscrição é de R$ 50,00.
 
Por Leila Cruz