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Qualidade no atendimento é tema de curso para servidores

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Brasil
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Os profissionais que realizam atendimento ao público no Hospital Ophir Loyola participam de um curso sobre a qualidade no atendimento durante esta semana. Essa é uma das preocupações da gestão atual, treinar os servidores para oferecer uma assistência mais humanizada aos pacientes, visto que a atividade precisa de empatia, sensibilidade e preparo por parte de todos os colaboradores envolvidos.
 
A humanização é uma abordagem de cuidado à saúde, pautada no respeito à dignidade. É a aquisição ou assimilação ou mesmo o resgate de características humanas positivas por uma pessoa ou grupo de pessoas, muitas vezes perdidas durante a rapidez da vida cotidiana.
 
Segundo o professor de gestão de pessoas, Loris Neves, "quando se mantém o foco somente nas atividades que compõe o processo de atendimento, há o risco de perder a visão e a percepção do todo, ou seja, perde-se a capacidade de percepção holística do ser humano".
 
Loris destacou que os dois pontos principais a serem abordados durante o curso serão o relacionamento interpessoal, mas partindo do relacionamento intrapessoal. “Vou precisar trabalhar cada uma dessas pessoas presentes aqui nessa sala, não de uma forma terapêutica ambulatorial, mas com mensagens para que despertem por meio de um método científico denominado de análise transacional”, disse.
 
A análise transacional é uma teoria criada no final de 1950, pelo médico e psiquiatra Eric Berne. A finalidade é compreender o ser humano e propor soluções preventivas e transformadoras. Para isso, são utilizados instrumentos que permitem ao indivíduo se conhecer melhor e aos outros, contribuindo para que perceba aquilo que deve ser alterado para aprimorar os seus relacionamentos.
 
“Na realidade, antes de olharem para os outros, as pessoas devem olhar também para si, porque necessitam perceber quais são as suas fragilidades, as suas oportunidades e as suas potencialidades, onde precisam melhorar para poder cuidar do outro. Cuidar do outro passa por conhecer a si próprio. Quando o indivíduo se conhece, tem condições de perceber a fragilidade do outro, que muda de paciente para paciente. O servidor precisa ter essa percepção”, explicou.
 
Ainda de acordo com Loris, a rede de humanização em saúde é uma construção permanente de laços de cidadania. A humanização se constitui, sobretudo, na presença solidária do profissional. O respeito pelo ser humano deve existir em qualquer ambiente, porém no ambiente hospitalar, essa postura é muito mais necessária.
 
“A pessoa com quem estamos trabalhando tem todas as demais características das pessoas da sociedade, com um agravante: ela está fragilizada pelo adoecimento, que pode ser mais ou menos grave. De qualquer forma, é alguém que está carente de apoio e, mais do que qualquer outro, precisa de um atendimento personalizado, diferenciado”, concluiu.
 
Por Leila Cruz