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Profissionais recebem homenagem por atuação em prol da doação de órgãos

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Em sessão solene realizada nesta segunda-feira (16), a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) entregou a “Medalha da Solidariedade Doador de Órgãos” a profissionais da área de saúde que se destacaram na atuação em prol da doação de órgãos e tecidos para transplantes. A programação integrou a campanha “Setembro Verde - Faça o bem, sem olhar a quem”, lançada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) no início deste mês, em alusão ao Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado no dia 27 de setembro.
 
Durante a assembleia, o depoimento de Oséias Lisboa emocionou os presentes. Ele contou que, no dia 24 de abril deste ano, passou a ver a vida de uma maneira diferente. Antes de completar um ano de casado, a esposa Jamile foi diagnosticada com lúpus - uma doença inflamatória de origem autoimune que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos. Quando a enfermidade foi diagnosticada, 60% da função renal de Jamile estavam comprometidos. A única saída era o transplante renal.
 
“Eu me coloquei à disposição para ser doador e, como milagres acontecem, fui compatível. Por isso, agradeço aos profissionais do Ophir Loyola, pois foram muito gentis e atenciosos conosco. Há muitos mitos sobre doação de órgãos no Brasil, como o medo do órgão ser retirado em vida sem o consentimento. Isso não existe, porque é necessária a comprovação da morte encefálica. A religião também costuma pesar. Muitas famílias cogitam o que a doação significa para a alma do falecido. Mas é, sobretudo, um ato de compaixão para com o próximo, muito valorizado pelas diferentes religiões”, enfatizou Oséias.
 
Além de receberem medalhas, os profissionais do hospital foram condecorados com diplomas que reconhecem o compromisso e a cooperação com a campanha de doação de órgãos. Dentre os homenageados estavam o diretor-geral, José Roberto Souza, representado pela chefe de gabinete, Gabriela Fernandes; a coordenadora do Banco de Olhos do HOL, Natércia Jeha; e o psicólogo da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do HOL, Jairo Vasconcelos.
 
A condecoração foi entregue pelo deputado estadual Jaques Neves – presidente da Comissão de Saúde e proponente da sessão solene – e pela deputada estadual Marinor Brito. “Ainda é um desafio, porque muitas famílias não querem os corpos dos entes queridos ‘violados’,  então precisamos acabar com os mitos que ainda perduram no imaginário da população para que mais pessoas tenham suas vidas preservadas”, disse Jaques Neves, lembrando que o transplante é um procedimento cirúrgico regulamentado.
 
“O hospital possui serviços importantes em prol da causa da doação, nossas equipes atuam no momento em que a família está muito fragilizada pela dor da partida do ente querido. Oferecem o acolhimento necessário e a possibilidade da continuidade da vida, por meio de um gesto de altruísmo e solidariedade para com o próximo. Para nós, do Hospital Ophir Loyola, é uma honra trabalhar para dar esperança a quem está na fila de espera”, disse o diretor-geral, José Roberto Souza.
 
A coordenadora do Banco de Olhos do HOL, Natércia Jeha, recebeu a homenagem pelo trabalho desenvolvido junto à equipe do serviço, que é o único do Pará e atua na captação, preservação e destinação de córneas em consonância com a Central Estadual de Transplantes para atendimentos da rede particular, Sistema Único de Saúde e convênio.
 
“Estamos felizes por esse reconhecimento da Assembleia Legislativa sobre o processo de doação. O Banco de Olhos está muito empenhado não só em exercer as atividades inerentes, mas também em zerar a fila de espera. Desenvolvemos um trabalho dentro do hospital e do Instituto Médico Legal, que atualmente são os principais pontos de doação de córnea do Pará”, destacou Natércia.
 
Essa também é uma missão assumida pela (Cihdott) do Ophir Loyola. Criada em 2001, a unidade faz a abordagem dos familiares, informa sobre o processo de doação, transplante, e quantas pessoas seriam beneficiadas em caso de autorização da família, além de explicar todos os trâmites para a realização de captação de órgãos e tecidos.
 
“Essa homenagem é muito importante para os meus 33 anos de servidor público estadual, dos quais 19 anos foram dedicados à doação de órgãos, e serve de incentivo para que eu me dedique ainda mais em desempenhar esse trabalho tão bonito”, afirmou o psicólogo Jairo Vasconcelos.
 
Por Leila Cruz