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Fé e emoção marcam passagem da Imagem Peregrina pelo Hospital Ophir Loyola

Fé e emoção marcam passagem da Imagem Peregrina pelo Hospital Ophir Loyola

Fiéis católicos esperavam ansiosos pela passagem da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, na frente do hospital Ophir Loyola, durante o Traslado para Ananindeua, nesta sexta-feira (7). A emoção tomou conta dos que esperavam para o reencontro com a padroeira da Amazônia.

A movimentação iniciou ainda nas primeiras horas da manhã, a decoração nas cores do manto do Círio 2022, deu um colorido especial e pré-anunciava o momento religioso. Hinos marianos foram executados pela Banda Seráficos e as orações conduzidas pelo cônego Vladian Alves, da Paróquia Santíssimo Redentor, até o momento da chegada da berlinda. 

Para o cônego Vladian, é relevante, como sacerdote, poder ser o intercessor das orações. “Desde o momento em que recebi o convite para estar mais próximo dos irmãos, que precisam, e estão debilitados em relação à saúde, fiquei emocionado. Através das orações, estou pedindo a Deus para abençoar e consagrar a saúde de cada um, tanto dos pacientes quanto daqueles que trabalham no hospital, pois o bem-estar significa a salvação espiritual e física. Nesse clima de Círio, as esperanças se renovam. É um tempo bonito de repensar as nossas ações de vida e escolhas”, ressaltou o cônego.

O momento é esperado durante o ano todo e faz parte  do calendário de eventos do HOL. Foram montadas duas arquibancadas com capacidade para 120 pessoas, entre os quais, pacientes internados e acompanhantes, assim havia espaço reservado para os profissionais e crianças do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol).

A Imagem foi conduzida pelo arcebispo da arquidiocese de Belém, dom Alberto Taveira, até a estrutura montada no hospital,  e entregue à diretora-geral do HOl, Ivete Vaz. Em seguida, foram pronunciadas palavras de conforto e devoção. 

“É um privilégio receber a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, aqui, no hospital. Após dois anos sem receber a honrosa visita e a tão esperada bênção, todos estávamos muito ansiosos por tê-la em nosso meio. Ela é a nossa intercessora, mãe zelosa, e nos dá energia para continuar entregando o nosso melhor em prol dos nossos pacientes, que enfrentam doenças muito complexas.  Poder proporcionar esse momento  do exercício da espiritualidade cristã para eles e para os servidores do hospital, os quais encontram na fé as forças necessárias para enfrentar as adversidades, é indescritível”, afirmou a diretora-geral.

A costureira Maria de Nazaré Sosinho, 69 anos, descobriu o câncer de mama em julho do ano passado. No HOL, foi submetida à radio e à quimioterapia. Em março de 2022, foi operada e hoje segue em atendimento ambulatorial. Devota de Nossa Senhora de Nazaré, dona Maria se orgulha do nome e da religiosidade que carrega consigo. Neste Círio, a barcarenense nascida na Ilha das Onças agradece pela vida.

“Antes de nascer, minha vida já estava entregue à Maria. A devoção à Virgem veio com o meu pai. Ele contava que durante uma viagem, pegou um mar forte e prometeu que, se Nossa Senhora o salvasse, ele iria colocar o nome da filha dele de Maria de Nazaré. E aqui estou eu, com quase 70 anos, prestando minha homenagem”, disse ela enquanto associava a recuperação à fé e às orações dedicadas à padroeira dos paraenses.

A aposentada Albina Rocha, 79 anos, acompanha a festa religiosa desde o nascimento e estar em frente ao Ophir Loyola é uma missão para ela. “Há 30 anos, a minha mãe faleceu de leucemia e realizava tratamento no hospital, onde recebeu os melhores cuidados. Eu moro em São Paulo há oito anos, a última vez que estive em Belém, foi antes da pandemia em 2019, mas essa época é especial para mim. Senti a minha mãe comigo, hoje. A minha fé é grande, Deus e Nossa Senhora de Nazaré são únicos”, declarou.

Guarda HOL - Há 20 anos, o hospital conta com um grupo de voluntários para auxiliar nos momentos da visita da Imagem Peregrina à casa de saúde. Hoje,  uma equipe multidisciplinar formada por 57 servidores e terceirizados é responsável por deslocar os pacientes das clínicas de internação até as arquibancadas. A auxiliar de serviços gerais, Maria Regina Trindade dos Santos, 59 anos, é uma das integrantes da Guarda.

“Meu primeiro encontro com Maria aqui dentro do hospital ocorreu há dois anos. Eu estava de plantão no dia em que a imagem de Nossa Senhora veio para uma missa no jardim e, por ser devota, corri e me ajoelhei. Pedi ao encarregado para que eu participasse da cerimônia e ele me liberou.  Desde então, decidi fazer parte da Guarda de Nazaré do HOL”. 

“Desejo que a cada Círio seja uma mudança de atitude, de bênçãos na nossa vida de todos. O símbolo deste momento é a humildade. Humildade em servir sem querer ganhar nada em troca. E servir é um trabalho voluntário que vem de dentro de você, dentro do coração. Deus está sempre ao nosso dispor e não nos cobra nada, então eu sirvo, eu me doo para as ações dele”,  disse Maria Regina.

 

Texto: Leila Cruz - Ascom Hospital Ophir Loyola