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Dia de Combate à Infecção Hospitalar: Ophir Loyola reforça medidas preventivas

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Brasil
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Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de infecções hospitalares atinge 14% das internações no país. Ou seja, a cada 100 enfermos internados, cerca 14 evoluem com Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). E, neste 15 de maio, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate à Infecção Hospitalar, autoridades sanitárias e profissionais de saúde alertam sobre as medidas de proteção e segurança que devem ser redobradas, principalmente mediante à pandemia ocasionada pelo novo coronavírus.

A data visa conscientizar sobre a necessidade de controle da IRAS, caracterizada por qualquer infecção adquirida após a internação do paciente. Os sintomas podem se manifestar durante o período que a pessoa se encontra dentro do ambiente hospitalar ou até mesmo após a alta.

O Hospital Ophir Loyola, por meio da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), lançou um desafio virtual para todas as clínicas da unidade. Os participantes elaboraram, por meio de um aplicativo, um vídeo relacionado ao controle de infecção. O objetivo é promover uma reflexão sobre a importância de prevenir as infecções e também elaborar ações com o propósito de reduzir a incidência e a gravidade das mesmas.

A chefe da CCIH, Ilce Menezes, explica que a comissão tem caráter educativo e preventivo, de vigilância, de processos e estrutura e uso racional de antimicrobianos. “Temos a responsabilidade de planejar e implantar medidas para que o risco das IRAS diminua, fazemos o levantamento dos resultados, avaliamos os pontos fortes e fracos para que sejam feitos reajustes constantes na intenção de melhorar a assistência ao paciente, enfatizando a qualidade do serviço e segurança”, afirma.

A primeira CCIH do Pará foi criada em 1984 pelo Hospital Ophir Loyola, à época do Hospital dos Servidores do Estado e Instituto Ophir Loyola, antes do Ministério da Saúde criar a portaria nº 2.616, em 1998, que obriga todos os hospitais a possuírem essa comissão. “Trabalhamos a educação continuada, através de orientações in loco com as equipes assistenciais, aulas relâmpagos de acordo com a necessidade do setor e cursos para os residentes. Discutimos os casos com as equipes, a fim de orientar o uso racional de antibiótico", explicou Ilce Menezes.

A infectologista ressalta que pacientes oncológicos são mais suscetíveis a desenvolverem infecção devido aos tratamentos como radioterapia e quimioterapia que enfraquecem o sistema imunológico e, muitas vezes, permanecem em longos períodos de internação. Com a chegada da pandemia, o Hospital, referência no tratamento contra o câncer no Estado, buscou criar estratégias para impedir o contágio entre os pacientes, grupo considerado de risco.

Segundo ela, novos protocolos foram criados, assim como foi elaborado um manual com todas as orientações e precauções necessárias durante a assistência de pacientes suspeitos ou confirmados de covid-19. “Criamos um fluxo independente de atendimento, desde a triagem dos casos suspeitos na entrada do hospital, até a internação com separação física e equipe exclusiva para prestar assistência a esse público. Além disso, no último dia 1º, foi inaugurada a nova ala, com 19 leitos de unidade de terapia intensiva para pacientes com câncer, transplantados e renais crônicos diagnosticados com o novo coronavírus.”

Uma das ações com foco na segurança do paciente ocorreu durante o período de janeiro de 2018 a dezembro de 2020, quando HOL participou do projeto Saúde em Nossas Mãos - Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, realizado por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde. O projeto capacitou profissionais quanto às melhores práticas para o cuidado da segurança do paciente, a fim de evitar casos de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde nas Unidades de Terapia Intensiva. 

"No decorrer do projeto, conseguimos evitar 75 casos de infecções, o que gerou uma economia estimada de R$ 3.576.540,75 para a instituição. Criamos uma nova cultura de cuidado, higiene e controle, sempre buscando reduzir os principais tipos de IRAS do trato respiratório, urinário e sanguíneo", destacou a enfermeira Janete Nahum, responsável pelo projeto no hospital.

Texto: Lívia Soares -Ascom/HOL