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História

 

Fundado em 6 de outubro de 1912, por iniciativa dos doutores Ophir Pinto de Loyola, Raimundo Nogueira de Farias e dos Professores Raymundo Proença e Matheus do Carmo, o Instituto de Protecção e Assistência a Infância do Pará tinha a missão de auxiliar as crianças desvalidas oferecendo-lhes não só a assistência médica, como também a orientação das mães nos princípios de puericultura.  Ophir Loyola faleceu aos 48 anos, vítima de câncer no fígado, em 11 de outubro de 1934. Sete anos se passaram e, em 1941, a 19 de abril, era inaugurada a sede do Instituto Ophir Loyola, tendocomo presidente o empresário Eugênio Soares.

O Departamento de Câncer (DC),  que derivaria na especialidade do futuro hospital, foi implantado em 1947 e atendia funcionários do Banco da Borracha. Em 1950, o Dr. Octávio Lobo cria então o Serviço de Radiologia e de Radioterapia, iniciando desta maneira de forma pioneira o tratamento do câncer através da Radioterapia no Estado do Pará e no Norte do Brasil.

No dia 09 de fevereiro de 1961, é assinado um convênio, pelo tempo mínimo de 15 anos e máximo de 30 anos, entre o Instituto Ophir Loyola (IOL) e o Hospital dos Servidores do Estado (HSE), criado por meio do Decreto nº 2.114 de 29 de dezembro de 1960. A finalidade era proporcionar assistência médico-hospitalar, preferencialmente, aos servidores civis e militares do Estado do Pará e suas famílias, inclusive os inativos e, facultativamente, à população em geral. Nesse convênio, incorpora-se a troca de serviços, incluindo a instalação do HSE, em prédio pertencente ao IOL.

Em 1962, com o falecimento do Sr. Eugênio Soares, o Dr. Jean Bitar assume a Presidência do Instituto Ophir Loyola (IOL).  No dia 12 de março de 1971, é criada a Faculdade Estadual de Medicina do Pará, que passa a ocupar área contigua das Instituições por 21 anos. As três Instituições eram dirigidas pelo Dr. Jean Chicre Miguel Bitar, um dos grandes nomes da gestão IOL. O convênio fez o Hospital dos Servidores do Estado evoluir o seu corpo clínico e área física. O IOL, também, modificou-se; especializou-se cada vez mais em oncologia, englobando o tratamento clínico, cirúrgico e radioterápico. Em 1977, o Instituto, já realizava sessões de quimioterapia e contrata o primeiro oncologista clínico, Dr. José Luiz de Amorim Carvalho.

Em 1992, por determinação governamental, o Instituto Ophir Loyola, é desapropriado pondo fim a três décadas de convênio. O Hospital dos Servidores do Estado foi extinto em 1995 e, nesse ano, por definição do Governador Almir Gabriel foi feita a fusão administrativa entre as Instituições, tendo como essência administrar o Hospital Ophir Loyola, por meio de uma nova Instituição criada pelo Decreto Lei nº 5.945 de 02 de fevereiro de 1996, a Empresa Pública Ophir Loyola.

Em agosto de 1999 é Implantado o Serviço de Transplante Renal. Em 2000, o HOL é o primeiro hospital em todo o Norte do Brasil a realizar transplante com doador cadáver, aumentando as expectativas de crescimento do número de cirurgias e dando novas esperanças aos pacientes.

O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) inicia suas atividades em 2001, inspiradas no Centro de Suporte Terapêutico Oncológico (CSTO) do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A Humanização no atendimento no HOL consolida-se em 2002, através do Programa Nacional de Humanização dos Serviços de Saúde, com o objetivo de reduzir as dificuldades durante o tratamento e recuperar a comunicação entre profissional e usuário, além da melhoria na qualidade de vida dos pacientes.

Também em 2002, o HOL, com objetivo de dar continuidade ao ensino das crianças internadas para tratamento oncológico, efetiva parceria com a Secretaria Executiva de Educação (SEDUC) com interveniência da Secretaria Especial de Estado e Proteção Social, através de Convênio de Cooperação Técnica nº 211-2002/SEDUC, dando legalidade à estruturação do Serviço de Classe Hospitalar, denominado Projeto Prosseguir, que tem como finalidade assegurar o direito das crianças a continuar o processo ensino-aprendizagem e reintegrar-se ao grupo escolar, com benefício cultural e, principalmente, educacional, minimizando, assim, suas perdas sociais e psicológicas.

O Banco de Olhos, antes pertencente à Sociedade Paraense de Oftalmologia, em 2002, por força de portaria ministerial, foi reformado e inaugurado no HOL, com um laboratório equipado para avaliar e preservar a córnea a ser distribuída pela Central de Captação de Órgãos.

O Núcleo de Acolhimento ao Enfermo Egresso (NAEE) é inaugurado em 16 de março de 2004. Espaço voltado com exclusividade para pacientes com câncer, egressos do interior do Estado, que não possuem residência em Belém.

Em 29 de abril de 2005, é inaugurado o Hospital Dia do HOL, modelo de assistência moderna, onde são tratados pacientes que necessitam de atendimento especializado, mas que não ficam internados, pois retornam para suas residências ao final do dia.

Em 2006 é extinta a Empresa Pública Ophir Loyola, passando seus ativos e passivos, direitos e obrigações para o Hospital Ophir Loyola, criado pela Lei no 6.826, de 1º de fevereiro, com natureza jurídica de autarquia, sem fins lucrativos, com autonomia técnica, administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial, órgão de atuação especial da Secretaria de Estado de Saúde Pública, visando o bem-estar da população do Estado do Pará.